O protocolo do seu cirurgião vem primeiro
Toda reabilitação pós-operatória que eu conduzo segue a orientação do médico que operou. Prazos de carga, amplitude liberada, uso de órtese e restrições de movimento são definidos por ele.
Se você trouxer o protocolo, ótimo. Se não tiver, eu peço — e, quando surge uma dúvida no meio do caminho, prefiro perguntar ao cirurgião a supor.
Dentro dessas margens é que mora o meu trabalho: aproveitar bem cada fase, sem antecipar o que não pode e sem deixar passar tempo à toa no que já pode.
As fases, em linhas gerais
Nas primeiras semanas o foco é controlar inchaço e dor, proteger o que foi operado, recuperar amplitude dentro do liberado e reativar a musculatura — que desliga rápido depois de uma cirurgia.
Na sequência entra a construção de força, primeiro em exercícios controlados e depois em movimentos mais parecidos com os do dia a dia: levantar de uma cadeira, subir escada, carregar peso, levantar o braço.
A fase final é a que mais se esquece e a que mais importa: preparar o corpo para a demanda real da sua vida — trabalho, esporte, cuidar de criança, carregar compras. Alta sem essa etapa é alta pela metade.
Quando o objetivo é voltar ao esporte, essa última fase se conecta com o trabalho de retorno ao esporte.
Começar antes da cirurgia ajuda
Se a sua cirurgia ainda vai acontecer e houver tempo, vale usar as semanas anteriores. Chegar mais forte e com mais mobilidade encurta a recuperação depois.
Isso vale especialmente para ligamento cruzado e para cirurgias de joelho e de ombro. Fale comigo com o que tiver de prazo: às vezes duas ou três semanas já fazem diferença.
O que esperar do acompanhamento
A avaliação inicial dura cerca de uma hora e meia e as sessões seguintes, em torno de 50 minutos, no consultório do Menino Deus.
Você recebe o que fazer em casa entre as sessões, porque boa parte do resultado depende do que acontece fora daqui.
A cada etapa eu explico onde estamos, o que já foi ganho e o que falta — sem prometer prazo que não depende só de nós dois.
